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Simples Nacional sobrevive à Reforma Tributária? O que muda para PMEs

  • Foto do escritor: BPIF
    BPIF
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Com a aprovação da Reforma Tributária, uma pergunta passou a rondar o dia a dia de micro e pequenos empresários: o Simples Nacional vai acabar?


A resposta curta é não. Mas a resposta completa exige atenção.


O regime continua existindo, porém o novo sistema tributário muda o contexto em que o Simples está inserido e isso pode impactar decisões estratégicas de muitas empresas nos próximos anos.



O Simples Nacional continua, mas não sai ileso

O Simples Nacional foi preservado pela reforma como regime diferenciado de arrecadação.

Seguem válidos:

  • a unificação de tributos

  • a lógica de simplificação

  • o limite de faturamento anual de até R$ 4,8 milhões


Ou seja, não há extinção do regime.

O que muda é o ambiente ao redor, especialmente com a criação do IVA Dual, composto pela CBS (federal) e pelo IBS (estadual e municipal).


O impacto do IVA Dual na prática

A grande mudança está na dinâmica da cadeia econômica.


Empresas enquadradas no Simples não geram créditos de IBS e CBS para seus clientes que estão fora do regime. Isso já acontece hoje com alguns tributos, mas tende a ganhar mais peso com o novo modelo.


Na prática, isso pode afetar:

  • empresas prestadoras de serviços

  • fornecedores de médias e grandes empresas

  • negócios que atuam em cadeias produtivas mais longas


Clientes maiores tendem a preferir fornecedores que permitam o aproveitamento de créditos tributários.


O Simples deixa de ser “automático”

Durante muitos anos, o Simples Nacional foi a escolha natural para praticamente toda micro e pequena empresa. Com a reforma, essa lógica começa a mudar.


Segundo especialistas, o Simples continua vantajoso em muitos casos, mas deixa de ser automaticamente a melhor opção em todos eles.


A escolha do regime tributário passa a exigir:

  • análise financeira

  • avaliação comercial

  • estudo da cadeia de clientes e fornecedores


Em alguns cenários, permanecer no Simples pode significar perda de competitividade.


O desafio da transição até 2033

Outro ponto de atenção é o período de transição da reforma, que se estende até 2033.


Durante esse tempo, as empresas terão que lidar com:

  • regras antigas e novas convivendo ao mesmo tempo

  • maior complexidade operacional

  • ajustes em sistemas, preços e contratos


Para micro e pequenas empresas, isso reforça a importância de acompanhamento contábil e tributário próximo e constante.


Planejamento passa a ser essencial

A reforma traz, no longo prazo, a promessa de simplificação. No curto e médio prazo, porém, exige organização, revisão de estratégias e planejamento tributário.


Quem se antecipar, entender seu posicionamento na cadeia econômica e avaliar corretamente o regime tributário tende a ganhar vantagem competitiva.


O Simples Nacional segue vivo, mas o cenário mudou.E, a partir de agora, escolher o regime certo deixa de ser uma formalidade e passa a ser uma decisão estratégica.

Conteúdo inspirado em matéria publicada originalmente no portal Terra.

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