Simples Nacional sobrevive à Reforma Tributária? O que muda para PMEs
- BPIF

- há 2 horas
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Com a aprovação da Reforma Tributária, uma pergunta passou a rondar o dia a dia de micro e pequenos empresários: o Simples Nacional vai acabar?
A resposta curta é não. Mas a resposta completa exige atenção.
O regime continua existindo, porém o novo sistema tributário muda o contexto em que o Simples está inserido e isso pode impactar decisões estratégicas de muitas empresas nos próximos anos.

O Simples Nacional continua, mas não sai ileso
O Simples Nacional foi preservado pela reforma como regime diferenciado de arrecadação.
Seguem válidos:
a unificação de tributos
a lógica de simplificação
o limite de faturamento anual de até R$ 4,8 milhões
Ou seja, não há extinção do regime.
O que muda é o ambiente ao redor, especialmente com a criação do IVA Dual, composto pela CBS (federal) e pelo IBS (estadual e municipal).
O impacto do IVA Dual na prática
A grande mudança está na dinâmica da cadeia econômica.
Empresas enquadradas no Simples não geram créditos de IBS e CBS para seus clientes que estão fora do regime. Isso já acontece hoje com alguns tributos, mas tende a ganhar mais peso com o novo modelo.
Na prática, isso pode afetar:
empresas prestadoras de serviços
fornecedores de médias e grandes empresas
negócios que atuam em cadeias produtivas mais longas
Clientes maiores tendem a preferir fornecedores que permitam o aproveitamento de créditos tributários.
O Simples deixa de ser “automático”
Durante muitos anos, o Simples Nacional foi a escolha natural para praticamente toda micro e pequena empresa. Com a reforma, essa lógica começa a mudar.
Segundo especialistas, o Simples continua vantajoso em muitos casos, mas deixa de ser automaticamente a melhor opção em todos eles.
A escolha do regime tributário passa a exigir:
análise financeira
avaliação comercial
estudo da cadeia de clientes e fornecedores
Em alguns cenários, permanecer no Simples pode significar perda de competitividade.
O desafio da transição até 2033
Outro ponto de atenção é o período de transição da reforma, que se estende até 2033.
Durante esse tempo, as empresas terão que lidar com:
regras antigas e novas convivendo ao mesmo tempo
maior complexidade operacional
ajustes em sistemas, preços e contratos
Para micro e pequenas empresas, isso reforça a importância de acompanhamento contábil e tributário próximo e constante.
Planejamento passa a ser essencial
A reforma traz, no longo prazo, a promessa de simplificação. No curto e médio prazo, porém, exige organização, revisão de estratégias e planejamento tributário.
Quem se antecipar, entender seu posicionamento na cadeia econômica e avaliar corretamente o regime tributário tende a ganhar vantagem competitiva.
O Simples Nacional segue vivo, mas o cenário mudou.E, a partir de agora, escolher o regime certo deixa de ser uma formalidade e passa a ser uma decisão estratégica.
Conteúdo inspirado em matéria publicada originalmente no portal Terra.




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