2026 marca o início da implementação da Reforma Tributária no Brasil
- BPIF

- há 1 dia
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Depois de anos de debates e ajustes no Congresso Nacional, 2026 passa a ser o primeiro ano prático da Reforma Tributária sobre o consumo. Embora ainda não haja cobrança efetiva dos novos tributos, o período já impõe mudanças importantes na rotina das empresas e na forma de emissão de documentos fiscais.
A proposta é clara: testar o novo sistema, ajustar falhas e permitir que contribuintes e Fisco se adaptem com segurança antes da entrada em vigor definitiva.

O que muda a partir de 2026
Desde janeiro, empresas que não estão no Simples Nacional já precisam se adequar às novas exigências fiscais. Entre as principais mudanças estão:
Destaque, nas notas fiscais, dos valores da CBS (que substituirá PIS, Cofins e IPI)
Destaque do IBS, que substituirá ICMS e ISS
Adequação dos sistemas contábeis ao novo modelo nacional
No caso da Nota Fiscal de Serviços eletrônica (NFS-e), o destaque dos tributos será facultativo neste primeiro momento. Importante destacar que as empresas do Simples Nacional não estão obrigadas a essas exigências em 2026.
Apesar do destaque obrigatório nas notas, não haverá cobrança efetiva dos valores durante este ano. O objetivo é exclusivamente operacional e pedagógico.
Um ano de adaptação, sem multas imediatas
O próprio legislador deixou claro que 2026 será um ano de transição e aprendizado. Empresas que cometerem erros no envio de informações não serão penalizadas, desde que atuem de boa-fé e estejam em processo de adequação.
Segundo ato conjunto da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS, eventuais falhas gerarão apenas notificações, concedendo prazo de 60 dias para regularização, antes da aplicação de penalidades.
A lógica é permitir que o contribuinte compreenda o novo sistema antes que sanções sejam efetivamente aplicadas.
Comitê Gestor e testes do novo sistema
A partir de 2026, o Comitê Gestor do IBS passa a atuar de forma definitiva. Já em janeiro, tem início o projeto piloto do Sistema de Apuração Assistida do IBS, que utilizará documentos fiscais eletrônicos para calcular automaticamente:
O imposto devido
Os créditos a que o contribuinte tem direito
Cerca de 300 empresas foram selecionadas para os primeiros testes. Ao longo do ano, o projeto será ampliado para outros setores, incluindo instituições financeiras, planos de saúde, seguros, gás e saneamento básico.
Exigência de CNPJ para pessoas físicas
Outra mudança relevante prevista para 2026 é a exigência de CNPJ para determinadas pessoas físicas, como:
Produtores rurais
Transportadores autônomos
Profissionais liberais, incluindo advogados
Isso não significa, necessariamente, abertura de empresa. O CNPJ funcionará como um instrumento de controle e apuração dos novos tributos, facilitando a operacionalização do sistema.
Multas e regras mais claras no futuro
Embora 2026 seja um ano de adaptação, a legislação já prevê infrações relacionadas à CBS e ao IBS, como:
Omissão de informações fiscais
Uso de sistemas que reduzam ou suprimam tributos
Emissão de documentos fiscais em desacordo com as regras
Projetos em tramitação no Senado discutem, inclusive, limites para multas, com percentuais máximos e possibilidade de descontos conforme a rapidez no pagamento, reforçando o caráter menos punitivo do novo modelo.
Um sistema mais simples e transparente
A Reforma Tributária tem como base a Emenda Constitucional 132, que instituiu um modelo de imposto sobre valor agregado, mais simples e transparente. A cobrança efetiva da CBS está prevista para 2027 e do IBS a partir de 2029.
O objetivo central é reduzir distorções, aumentar a justiça tributária e tornar o sistema mais compreensível tanto para empresas quanto para consumidores.




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